No Brasil, a situação dessa especialidade era bastante
diversa do que ocorria na quase totalidade dos países do hemisfério norte e
europa, onde a informática médica contava com hardware e software avançados e
abundância de recursos para o desenvolvimento e manutenção de sistemas que
utilizavam tecnologia de ponta. No entanto, apesar das restrições impostas,
inicialmente pelo estabelecimento de uma comissão para a coordenação de
atividades na área da eletrônica (CAPRE) em 1972 e depois pela Lei Nacional de
Informática, institucionalizada em novembro de 1984, a área de informática
aplicada à saúde era estudada, acompanhada e desenvolvida por grupos isolados
em todo o país. Destacam-se, entre outras, as iniciativas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, da Universidade Estadual de Campinas, da
Universidade de São Paulo, da Escola Paulista de Medicina e da própria máquina
do governo federal.
O divisor de águas da Informática em Saúde nacional ocorreu em
1986. O primeiro reconhecimento do grau de desenvolvimento nacional na área
deu-se em um seminário realizado em Informática em Saúde em Brasília, por
iniciativa do Ministério da Saúde. Os pesquisadores presentes resolveram então
se organizar e fundaram em novembro de 1986 a Sociedade Brasileira de
Informática em Saúde, durante o I Congresso Brasileiro de Informática em Saúde,
presidido pelo Dr. Renato Sabbatini.
Em 1988, o governo federal, através do CNPQ, SEI e outros, efetuou
um estudo, envolvendo dezenas de colaboradores, visando um Plano Nacional de
Desenvolvimento da Informática em Saúde (que, infelizmente, acabou engavetado).
A SBIS produziu também o primeiro "Quem é Quem na Informática em Saúde no
Brasil". Atualmente a SBIS e vários centros de pesquisa desenvolvem programas
de colaboração com o MS (DATASUS) visando padronização de componentes e
linguagens, estabelecimento do Cartão de Saúde e outros.


Nenhum comentário:
Postar um comentário