quarta-feira, 21 de maio de 2014

História da Informática na Saúde do Brasil

No Brasil, a situação dessa especialidade era bastante diversa do que ocorria na quase totalidade dos países do hemisfério norte e europa, onde a informática médica contava com hardware e software avançados e abundância de recursos para o desenvolvimento e manutenção de sistemas que utilizavam tecnologia de ponta. No entanto, apesar das restrições impostas, inicialmente pelo estabelecimento de uma comissão para a coordenação de atividades na área da eletrônica (CAPRE) em 1972 e depois pela Lei Nacional de Informática, institucionalizada em novembro de 1984, a área de informática aplicada à saúde era estudada, acompanhada e desenvolvida por grupos isolados em todo o país. Destacam-se, entre outras, as iniciativas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da Universidade Estadual de Campinas, da Universidade de São Paulo, da Escola Paulista de Medicina e da própria máquina do governo federal.
O divisor de águas da Informática em Saúde nacional ocorreu em 1986. O primeiro reconhecimento do grau de desenvolvimento nacional na área deu-se em um seminário realizado em Informática em Saúde em Brasília, por iniciativa do Ministério da Saúde. Os pesquisadores presentes resolveram então se organizar e fundaram em novembro de 1986 a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, durante o I Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, presidido pelo Dr. Renato Sabbatini.

Em 1988, o governo federal, através do CNPQ, SEI e outros, efetuou um estudo, envolvendo dezenas de colaboradores, visando um Plano Nacional de Desenvolvimento da Informática em Saúde (que, infelizmente, acabou engavetado). A SBIS produziu também o primeiro "Quem é Quem na Informática em Saúde no Brasil". Atualmente a SBIS e vários centros de pesquisa desenvolvem programas de colaboração com o MS (DATASUS) visando padronização de componentes e linguagens, estabelecimento do Cartão de Saúde e outros.



Nenhum comentário:

Postar um comentário