Os princípios básicos matemáticos da tomografia
computadorizada foram desenvolvidos por Johan Randon, matemático austríaco em
1917.
Definição CT – procedimento radiológico de reconstrução
matemática da imagem de um corte do corpo a partir de uma série de análises de
densidades efetuadas pela rotação do conjunto tubo raios X e detectores.
A TC como método de diagnóstico por meio de imagens surgiu
no ano de 1971, quando foram realizadas as primeiras imagens de crânio. No
entanto, essa tecnologia só foi apresentada à sociedade científica no ano de
1972 por Godfrey Hounsfield.

Entre os principais aspectos da evolução deste método
pode-se destacar: mudanças nas gerações dos equipamentos que eram acompanhadas
de significativa redução nos tempos de exame. Um exame de crânio passou de mais
de 1 hora para alguns segundos. Durante a aquisição de um corte tomográfico,
enquanto o tubo gira ao redor do paciente, um feixe de radiação é emitido,
incidindo nos detectores que coletam as informações obtidas a partir de
múltiplas projeções. As imagens dos equipamentos de 1ª geração eram formadas a
partir do sinal obtido nos detectores. Cerca de 160 exposições eram realizadas
ao longo de uma direção (varredura linear). Após completar esta varredura, o
conjunto tubo detectores fazia um movimento de rotação de 1° e uma nova
varredura linear iniciava-se.
Quando visualizamos uma imagem de CT estamos observando
vários elementos de volume (Voxel) da fatia de corte reconstruída. Cada Voxel é
representado na Matriz pelo menor elemento de imagem (Pixel), sendo que a
altura do Voxel é a própria espessura do corte. Matriz é a quantidade de linhas
e colunas responsáveis pela formação da imagem digital.
Quanto maior a quantidade de linhas e colunas melhor será a
resolução da imagem.
4 RESOLUÇÃO DE IMAGEM
O FOV (Field of View) ou o campo de visão, refere-se a área
examinada pela tomografia. Normalmente o FOV é definido em centímetros. Assim,
o tamanho do Pixel é dado pela razão entre FOV e MATRIZ que pode variar de 256 x 256, 512 x 512 ou 1024 x 1024. RESOLUÇÃO DE IMAGEM PRIMEIRA GERAÇÃO.
Após a primeira varredura, o tubo sofria uma rotação de 1°
para iniciar nova varredura e coletar outros 160 feixes na nova projeção. Tempo
de aquisição de um único corte podia chegar a cinco minutos e um estudo
completo durava mais de uma hora.
O equipamento de 2ª geração trouxe como inovação a aquisição de dados a partir de um conjunto de detectores e não mais um único como era o equipamento de 1ª geração.
O feixe de RX passou a ser laminar (forma de leque) suficiente para cobrir o conjunto de detectores.
Nesses equipamentos, eliminou-se a varredura linear. A
partir de então, os tubos mudaram do procedimento de varredura a cada grau e
passaram a realizar movimentos de 360º não contínuos.
A 4ª geração surgiu com um conjunto de detectores distribuídos ao longo dos 360° do gantry, ocupando assim todo o anel. Principal inovação foi a tecnologia Slip-ring.
Houve uma melhora significativa, mas devido ao alto custo, inviabilizou a produção.
QUINTA GERAÇÃO – CT por feixe de elétrons
Esses equipamentos apresentam como principal característica
a ausência de tubo de raios X convencionais. Nesses equipamentos os elétrons
são acelerados e colidem com um enorme alvo que ocupa 180° da abertura do
gantry e os outros 180° são ocupados por detectores. Principal vantagem é a
ausência de movimentos de detectores e tubo de raios X como observado nos
demais equipamentos de TC.
E assim novidades a cada dia vem aparecendo com o uso da tecnologia, da computação para que assim possa existir melhores métodos de diagnósticos.









Nenhum comentário:
Postar um comentário